
*** IRMÃ CHUVA ***
Irmã chuva, obrigado por teres vindo. A minha alma doente de amor e melancolia... Só a tua presença me faz bem E me acalma neste dia... Tua voz mansa e teu sussurro de vento Embalam em cantigas de ninar meu coração... Ah! só tu sabes falar assim ao sofrimento E, na ponta dos pés, chegas, sem perturbar a minha solidão... Irmã chuva, obrigado por teres vindo Embalar meu coração agreste... Só porque estou te vendo E estou te ouvindo, nem podes calcular O bem que me trouxeste... (José Guilherme de Araújo Jorge)
Escrito por Kiki às 15:48
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*** PRIMAVERA ***
Abram alas, a estação mais bonita e cheirosa do ano chegou!
*PERFUME DE GARDÊNIA*
Olho as gotas cintilantes sobre a relva Molhada pela chuva que inda pouco me brindava Aspiro o perfume delicado Das Gardênias entre rosas ladeadas. Os perfumes misturam-se entre si Formando um buquê de aroma indefinido Contudo, a gardênia se destaca, Por lembranças dos amores que partiram. Fim de tarde, o crepúsculo se aproxima; O céu dourado faz meus sonhos viajar... Todo ano quando chega a primavera Renasce a esperança de novamente voltar Aos caminhos de minha infância Para tentar te reencontrar! A natureza curva-se diante de ti, Estação que faz tudo renascer! Traz vida e esperança aos corações Com promessas de amores duradouros. As noites de primavera são mágicas! Despertam nos amantes desejos incontidos... Não sei se é o perfume das flores, ou O desabrochar de todos os sentidos...
(Antonieta E. Manzieri)
Escrito por Kiki às 22:13
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*** ÀS VEZES *** Às vezes renasço, às vezes morro. Às vezes basta uma palavra tua, que alçando vôo pousa em campo de esperanças. Então minha restrita vida se ilumina, transborda meu reservatório de alegrias, vejo azuis que nunca via. Às vezes, quando te calas, ensombreço, sem saber se o enfado ou o desprezo povoam teu segredo que não consigo desvendar. Então chovem nostalgias, baixo aos meus abismos de agonia rodeados de tristeza tumular. Às vezes renasço, às vezes morro e assim vou de vida em vida, de morte em morte, alfa e ômega, princípio e fim, sempre em busca da luz solar que, vinda de ti, trespassa esses vitrais que coloristes em mim. (Maria Lúcia Victor)
Escrito por Kiki às 18:24
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